Em meio a uma crise pandêmica causada pelo coronavírus, muitas empresas foram pegas de surpresa com a total recessão da economia. A convocação da quarentena pelos governos e total reclusão da população nos países afetados pelo Covid-19, fez com que o consumo diminuísse consideravelmente, já que muitas pessoas também estão sem trabalhar. Sendo assim, muitas empresas tiveram contratos cancelados, diminuindo a receita esperada e com isso, há a grande preocupação de não terem como se manter dentro do mercado e, infelizmente, decretarem falência.

Entretanto, um setor se destaca em toda essa situação, por estar sendo um dos mais afetados. A aviação civil como um todo tem sentido o impacto da crise do coronavírus pelo mundo, já que por ser uma pandemia, muitas viagens internacionais foram canceladas e a demanda por pacotes de viagens e passagens diminuiu drasticamente.

Preocupadas com o rumo que essa crise pode se direcionar, as companhias aéreas começaram a criar estratégias para tentar contornar os embates que essa falta de demanda vai acarretar nas empresas. Investindo nos programas de fidelidade e em descontos nas passagens, as companhias estão solicitando aos seus clientes que adiem as viagens ao invés de cancelá-las.

Qual o impacto do coronavírus nas companhias aéreas?

Toda a crise do coronavírus começou na cidade de Wuhan, uma metrópole chinesa que conta com 11 milhões de habitantes, em que foram encontradas as primeiras pessoas infectadas. De forma muito rápida, e inclusive sendo essa uma das características do vírus, grande parte da população chinesa já havia contraído o Covid-19.

Como a China é um país que recebe muitos estrangeiros, por ser parte central dos processos de importação e exportação, em pouco tempo o coronavírus já havia se proliferado para outras partes do mundo, chegando em mais países de grande cunho turístico, como a Itália, Espanha, Brasil, EUA e outros. Considerando que os números da contaminação, por enquanto, só tendem a aumentar, muitas pessoas começaram a cancelar suas viagens internacionais, fazendo com que as companhias aéreas perdessem muito da receita esperada.

Além disso, os governos passaram a decretar estado de calamidade pública, impondo quarentena e fechamento de fronteiras em todos os países, influenciando diretamente nos vôos internacionais e até mesmo domésticos. Como ninguém entra e ninguém sai dos municípios, a demanda por viagens caiu de forma extrema, fazendo com que a área se preocupasse com uma possível quebra e solicitando ajuda do governo para entender a melhor maneira de contornar essa crise.

As estratégias que nos beneficiam

Com isso, as companhias aéreas passaram a pensar em formas de segurar as viagens dos clientes, incentivando que eles adiem e não cancelem as viagens. Sendo assim, a empresa não perderia tanto, já que a compra ainda seria efetivada. Para que isso seja ainda mais chamativo ao cliente, o Ministério Público e o Procon afirmaram que os passageiros podem alterar as passagens sem custos adicionais.

Outra estratégia que pode auxiliar a aumentar a demanda pelas viagens e compra de passagens, é justamente diminuir o preço delas. Isso é exatamente o que as companhias estão fazendo, dando diversos descontos na compra de passagens, para que os clientes possam planejar suas viagens para os meses que o Ministério da Saúde considera que a crise já estará controlada e a quarentena cancelada. Logo, se você pretende viajar nos meses do segundo semestre, esse é o momento de realizar a compra e aproveitar os baixos custos.

Os programas de fidelidade das companhias também serão contemplados no meio dessas estratégias, oferecendo maiores descontos. Sendo assim, você pode aproveitar para utilizar suas milhas e comprar pacotes de viagens com um preço melhor e tendo um maior planejamento de seu passeio. Aproveite para concentrar suas compras em seu cartão de crédito que oferece milhagens, para que você tenha mais descontos ao viajar nos próximos meses.

Gol e Latam irão cortar salários de funcionários

As empresas de aviação civil brasileiras já começaram a tomar atitudes para se salvarem dessa crise em consequência do coronavírus. Além de solicitarem ao Governo pelo adiamento das tarifas tributárias, as companhias estão desenvolvendo um sistema rígido de corte de gastos.

A Gol irá reduzir em 35% o salário de seus funcionários e, segundo a Reuters, a companhia irá cortar 40% do salário do CEO e dos vice-presidentes nos meses de abril maio e junho. Além disso, a empresa adotou o funcionamento remoto de alguns funcionários para proteção dos empregados e consequentemente, adotar uma redução de custos.

Já a Latam vai cortar pela metade o salário dos seus 43 mil funcionários também por três meses. O presidente-executivo da companhia irá abdicar do seu salário por tempo indeterminado.

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