Com o número de novos casos de Covid-19 em queda, países da Europa e da Ásia começaram a reabrir. Museus e algumas atrações turísticas foram os primeiros contemplados, mas com restrições.

Porém, no último final de semana, Áustria, Alemanha, França e Suíça abriram alguns pontos de suas fronteiras para que seus cidadãos possam circular entre esses países.

Europa vai retomando rotina

Na Itália, museus, cafés e restaurantes voltaram a funcionar no último dia 18 de maio e, em 3 de junho, o país pretende liberar a entrada de residentes de outros locais da Europa. A Espanha quer fazer o mesmo no final do próximo mês. Até essa data, visitantes precisam encarar uma quarentena de 14 dias.

Por sua vez, a Ásia, mesmo sendo o primeiro continente afetado pela doença e o primeiro a controlá-la, segue com restrições para estrangeiros.

Já nos EUA, parques da Disney e do Universal, em Orlando, ensaiam um retorno com suas galerias. A City Walk, do Universal, inaugurou a primeira fase de abertura no dia 14 de maio, enquanto a Disney Springs, no último dia 20.

O país baniu a entrada de cidadãos chineses e europeus. Já cidadãos brasileiros foram proibidos de entrar em território americano a partir desta quarta (27). Ao anunciar a meddia, o presidetne Donald Trump foi taxativo. “Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo”, sentenciou.

Turismo no Brasil

Por aqui, destinos da região Sul tentam retomar as atividades, embora o país já tenha ultrapassado a marca de mil mortes diárias pelo novo coronavírus nos últimos dias. Nesta quarta (27), por exemplo, houve 1086 mortes.

Cidades da Serra Gaúcha permitiram a reabertura de hotéis e atrações turísticas. Em Gramado, esses locais podem funcionar desde o dia 6 de maio, com 50% da capacidade. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, a cidade teve um caso de Covid-19.

Segundo Mauro Salles, presidente do Sindtur Serra Gaúcha (sindicato de hotelaria, parques, museus e restaurantes da região), os turistas estão voltando lentamente. Quem decide ir para lá deve saber que é obrigatório o uso de máscara, mesmo dentro das hospedagens.

Ainda conforme Salles, a recuperação da atividade depende de visitantes de um raio de 300 km, que chegam de carro. Ele espera que a partir de julho seja possível estimular a visita de turistas de outros estados. “As moedas internacionais estão muito valorizadas, o que dificulta a viagem pro exterior”, afirma o presidente do Sindtur.

Já em Cambará do Sul, localizada a 230 km de Porto Alegre, o glamping Parador Casa da Montanha, que tem barracas com estrutura de hotel, voltou a operar em 30 de abril, também com 50% da capacidade. De acordo com Rafael Peccin, gerente de marketing, a ocupação está em 40% neste mês. “É o tipo de hotel que as pessoas estão procurando agora, isolado de grandes centros, com natureza”, afirma o gerente.

Uma das atrações locais, o Parque Nacional de Aparados da Serra, famoso por seus cânions, continua fechado. No Parador, o uso de máscara é obrigatório e o serviço de buffet no café da manhã deu lugar ao serviço em mesa.

Outro destino popular no Sul, Foz do Iguaçu desenhou um plano para retomar o turismo em junho. Desde o dia 11 de maio, hotéis voltados ao público corporativo podem operar. De acordo com Gilmar Piolla, secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos da cidade, cerca de 20 hospedagens estão abertas.

Resorts se preparam para reabrirem

Já hotéis de lazer e resorts poderão reabrir em 10 de junho, se seguirem algumas medidas, tais como o uso de máscaras e distanciamento de dois metros entre os clientes.

Atrações como o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu e a usina de Itaipu também estão previstas para reabrir em 10 de junho, com público limitado a 30% da capacidade. A fronteira com a Argentina e o Paraguai segue fechada.

Foz tem 80 casos de Covid-19 e duas mortes. Segundo Piolla, a taxa de ocupação de UTIs está em 16%. “Pretendemos abrir os atrativos, mas estamos de olho nos indicadores, o alerta será ligado se ultrapassarmos 50% de ocupação nas UTIs e enfermarias, aí teremos medidas restritivas”, alerta o secretário de Turismo da cidade.

A cidade comprou 34 mil testes de coronavírus que serão aplicados em visitantes com sintomas da doença (haverá medição de temperatura em hotéis, atrações turísticas e entradas da cidade). “Estamos conscientes de que o fluxo de turistas não vai aumentar automaticamente, mas o planejamento de abertura já dá um respiro para o setor”, conclui Piolla.

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