No último mês, foram cumpridos novos protocolos mundiais nas companhias aéreas para tentar barrar a propagação do novo coronavírus durante as viagens e, dentre eles, houve a drástica diminuição do número de assentos, além das medidas de limpeza amplificadas.

Especialistas apontam que estes fatores provavelmente vão contribuir, e muito, para o aumento das passagens aéreas nos próximos meses.

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a alta nos preços pode variar entre 43% e 54%, dependendo da região. Confira a pesquisa realizada.

Variação dos Preços

Na América Latina, por exemplo, a previsão é de que os aviões passem a operar com a ocupação de 62% das aeronaves. Sendo assim, uma redução no número de passageiros, implica em uma diminuição da receita da empresa, além do aumento de despesa com cuidados de saúde e higiene com os viajantes.

Isso significa que se hoje você viaja de São Paulo para a Argentina pagando R$ 700, com as novas medidas passará a desembolsar R$ 1050 pelo mesmo trecho.

De acordo com a pesquisa, a Ásia será o continente que mais irá sofrer com o aumento das passagens, prevendo um acréscimo de 54% nos preços pagos atualmente.

Veja abaixo a previsão para região:

  • África e Oriente Médio: 43%
  • Ásia: +54%
  • Europa: +49%
  • América Latina: +50%
  • América do Norte: +43%
  • Norte da Ásia: +45%

Outras Medidas

Além das restrições na quantidade de passageiros, as companhias aéreas estão adotando outras medidas para tentar tornar este meio de transporte mais seguro.

O uso obrigatório de máscara ou proteção para o rosto já é obrigatório nas grandes companhias, e outras como a Emirates ainda aplicam testes rápidos do coronavírus antes do embarque em vôos específicos.

A alimentação de bordo também mudou. A fim de ampliar a higiene no manuseio dos alimentos, as empresas aéreas estão optando por uma simplificação dos alimentos, dando preferência às comidas já embaladas.

Em relação à limpeza, essa foi duramente reforçada, contando com uma completa higienização de toda a cabine, incluindo as mesas dobráveis, vidros, encostos para braços, cintos, poltronas e piso.

Para desinfetar completamente o ambiente, o tempo gasto com o avião em solo é maior, o que impede que a aeronave opere o máximo da sua capacidade de vôo, gerando consequências nas rotas e na rentabilidade da empresa.

“Qualquer procedimento regulatório mais restrito torna as empresas mais improdutivas. Esse é um fator que vai prejudicar a competitividade das empresas.” Diz Alessandro Oliveira, economista e professor do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica).

Qual o Futuro das Viagens Aéreas?

Diante da crise no setor causada pela pandemia da Covid-19, Oliveira afirma que é esperado que algumas empresas aéreas saiam do mercado e que haja fusões entre as que continuarem em operação, pelo menos até que ambas estejam estabelecidas no mercado novamente.

Com menos empresas competindo, haverá uma menor disputa por passageiros, e consequentemente, poucas promoções.

Em relação aos passageiros, a Iata já divulgou que os turistas, além de terem a renda comprometida com a crise, provavelmente terão menos tempo para viajar, visto que as escolas estão fechadas, e muitas empresas estão recorrendo a suspensão de contrato, férias e folga durante a quarentena.

As viagens corporativas também podem ser afetadas, já que as empresas já estão se adaptando à reuniões feitas usando a internet e buscando economizar os recursos para não se abalar durante a crise.

Ainda não podemos prever com exatidão o que vai ocorrer no setor aéreo nos próximos meses, mas precisamos nos preparar, visto que “ já está claro que todo mundo vai perder demanda nos próximos meses e anos.” Conclui Oliveira.

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